sábado, 28 de agosto de 2010
Exemplos de vídeo como elemento estruturante
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Resenha do livro "O que ´virtual?"
A obra “O que é virtual?” aborda os efeitos da virtualização na sociedade moderna em 9 capítulos, onde são aplicados conceitos que são demonstrados atrvés de exemlos reais. O primeiro capítulo trabalha de maneira conceitual os fenômenos da virtualização, possibilidade, desterritorialidade,o real e o atual que na verdade são conceitos presentes em toda obra, sendo assim o primeiro capítulo serve de base conceitual para compreensão da discussão dos capítulos seguintes. Logo de inicio ele desmitifica a idéia que se tem sobre o virtual como ilusão, algo oposto ao real, virtual é Segundo Lévy tudo aquilo que possui potencialidade para acontecer, se tornar concreto.
Os capítulos seguintes tratam do fenômeno da virtualização nos corpos, na economia, nas linguagens, inteligência e suas consequencias na reformulação da organização das civilizações humanas. O homem está neste processo em constante mudança: mudanças sensoriais,físicas através da exploração do próprio corpo, conhecê-lo sem mesmo abrí-lo e torná-lo melhor, fazer com que ele interaja com corpos virtuais atrvés da relidade virtual e até mesmo através dela crie situações que interfiramem aparelhos tangíveis. O corpo também sofre virtualização através da tentativa de prolongamento da vida através das trafusões que geram desterritorialização de sangue e orgãos humanos , de outros animais, através dos esportes e segundo Lévy tudo isto são formas virtuais que o homem desenvolveu para escapar de sua situação atual. Estes são exemplos utilizados pelo autor para mostrar as consequ~encias do virtual no corpo humano.
Em seguida ele aborda a virtualização do texto, que desde sua origem histórica é tido como objeto virtual e como o próprio ato da leitura já faz parte de um fenômeno de atualização que por sua vez desencadeia, ura ação de selação, corte e dobramento sobre si mesmo fazendo com ele mude. O texto é apresentado como uma construção por parte de quem o lê, está sujeito á subjetividade e se relaciona com outros textos, neste momento Levy começa a trabalhar a idéia do hipertexto, que está sempre em transfrmação,sofrendo alterações criando uma cadeia de relações complexas.
O quarto capítulo mostra como o fenômeno da virtualização afetou a ecoomia mundial onde o processo de desterritorialização influenciou áreas como o turismo causando mudanças no fluxo de pessoas no mundo, também o surgimento das transações financeiras virtuais, de bancos on line a mercados virtuais onde o dinheiro não é tangível mas movimentam grandes somas, fazendo com que o mercado mundial se modificasse no sentido das relações de compra e venda.
Os capítulos seguintes mostram como as tecnologias da comunicação afteram o aspecto cognitivo do homem, as mudanças ocorridas graças a virtualização da linguagem, seu início com a fala, em seguida sua passagem para a escrita, depois a imprensa, em todas estas situações o virtual esteve presente e mais uma vez se manifesta, agora atrvés de outra tecnologias da informação entre elas a internet, que acabam por gerar alterações na inteligência das pessoas, uma vez que ela conecta pessoas de várias partes do mundo, outrora separadas por questões georáficas agora podem interagir a trocar conhecimentos
Este processo de virtualização acaba sendo responsável pela formação do que Lévy denominou de inteligência coletiva, que seria um fenômeno antigo nascido da troca de conhecimentos entre os homens, fazendo com que todos gozem dos conhecimentos gerados pelas pessoas ao passar dos anos, inteligencia coletiva que difere das relações mantidas em algumas sociedades de insetos onde há um domíni de um líder sobre o coletivo. No caso da inteligência coletiva é possível contribir com novas descobertas, mudar de status social e ainda assim manter sua individualidade apesar de todo conhecimento estar ligado, as tecnologias de comunicação agem como catalisadores desta inteligência uma vez que aumentam o grau de interatividade entre as pessoas,intensificando trocas de conhecimento de uma maneira dinâmica e tornando-o, consequentemente coletivo.
O autor finali seu trabalho fazendo uma revisão dos seu objetivo iniciale afirma a virtualização comoum movimento a raça humana se constituiu e que até hoje continua modificando-a e que está desvinculada à idéa de ilusão sendo na verdade o processo no qual as pessoas compartilham uma realidade.
Concluido, “O que é virtual” demosntra o processo atual de virtualização da humanidade, onde nós estamos sempre aprendendo, nos transformando e modificando o que está ao nosso redor, é uma leitura que nos faz refletir sobre o conceito do termo “virtual” e ao mesmo tempo nos leva a questionar sobre as rápidas mudanças que acontecem na nossa sociedade e no meu caso deixou uma pergunta ecoando na minha mente:”O que não é virtual?”
quinta-feira, 22 de julho de 2010
A dimensão estruturante da tecnologia em educação.
Neste texto eu resolvi fazer uma análise de dois aspectos das tecnologias aplicadas no contexto educacional: uma é sua abordagem como ferramenta e a segunda a sua dimensão estruturante.
A primeira se refere ao uso voltado para melhorar a performance do professor em sala, visando somente aumentar a qualidade da aula expositiva, assegurar o controle sobre os alunos , criar estímulos visuais, otimizar o gerenciamento de notas e assim garantir um aumento no aprendizado. Neste caso as tecnologias em educação são encaradas como ferramentas utilizadas pelo professor para se atingir objetivos.
A idéia de tecnologia como elemento estruturante trabalha com o uso das tecnologias no sentido de se desenvolver espaços de produção, autoria e partilha de conhecimentos. Neste espaço o professor é um mediador de um processo, orientando o estudante e mostrando o campo de possibilidades de criação utilizando as novas tecnologias.
Quando comparei os dois casos notei que há pontos de superação do segundo em relação ao primeiro, e neste texto me limitarei a trabalhar três destes pontos mas sem pretensões de esgotar a discussão.
O primeiro ponto de superação é referente ao grau de interatividade: muitos pensam que basta levar um PC para a sala de aula, conectá-lo a um projetor, exibir uma apresentação em Power point e todos os problemas estarão acabados. Uma apresentação deste tipo é realmente atraente e estimula a atenção, mas ainda não é o bastante, porque o aluno ainda é passivo, a aula é trabalhada de forma expositiva, mudaram somente os recursos. Trabalhando de maneira estruturante o professor traz uma proposta de trabalho onde, professor, aluno e recursos estão envolvidos em um processo no qual o aluno interfere e escolhe os caminhos que deve seguir sob orientação do docente, passa por uma etapa de pesquisa, cria seu texto e seu produto final é uma apresentação usando novas tecnologias e que podem estar ligadas a outras apresentações que sigam seu estilo através de recursos como o hyperlink.
Possibilitar ao estudante a escolha de qual caminho trilhar e criando um produto utilizando algum tipo de tecnologia em educação nos leva ao segundo ponto de superação: a autoria, a aula expositiva do professor possui um grau de interferência muito baixo, professores mais experientes são capazes de estimular a participação dos alunos com questionamentos exibindo vídeos ou fazendo análises iconográficas e inocológicas de fotos,mas ainda assim o processo de criação fica limitado às mãos do professor, este tipo de aula não possibilita que o aluno crie e para que tal situação aconteça, o uso destas tecnologias devem ser utilizadas por todos na sala e aula o PC, o software, o projetor, todos estes elementos devem ser encarados como parte de um processo maior onde há momentos de problematização, buscas por respostas e um produto final, onde os envolvidos assumem a autoria e responsabilidade sobre tudo que é produzido, ao invés de simplesmente se limitarem a colar fotos em um painel e decorar textos da internet. A tecnologia entra assim como elemento estruturante, criando novas formas de saída para este conhecimento produzido.
A possibilidade de se criar novas saídas para a produção em sala nos leva ao terceiro ponto de superação: a quebra de linearidade. A publicação de trabalhos com hyperlinks, seja ela online ou offline, possibilita com que o leitor estude tema variados. Estudantes podem ligar seus trabalhos a outros caso estes possuam algum tipo de afinidade, fazendo assim com que eles se complementem e criem uma rede onde estes conhecimentos estejam ligados de uma forma que não exista uma “ordem” estabelecida do que deve ser estudado, o leitor busca o conhecimento a partir de necessidades próprias, por exemplo, eu posso estudar sobre meio ambiente e no meio daminha leitura deparar com um hyperlink sobre “aquecimento global”, o tema principal não foca todos aspectos sobre aquecimento global mas me mostra um caminho onde escolho se devo ou não me aprofundar mais neste tópico no momento em que eu assim desejar. Antigamente eu terminaria a leitura principal para em seguida partir em busca do novo tema, agora é possível criar o hyperlink e enriquecer a leitura.
Não se trata somente de afirmarmos que “não devemos usar as novas tecnologias para criar aulas expositivas”, mas sim entendermos o campo de possibilidades existentes no uso dos novos recursos tecnológicos como elementos estruturantes, acredito que aulas expositivas sempre existirão com ou sem estes novos recursos, o que nós não podemos é fazer delas a nossa única opção, além disto existem problemas no tocante a metodologia com estes elementos estruturantes, acredito que a utilização plena deles somente acontecerá quando ocorrer uma revisão geral sobre o que é educação, ou melhor como a sociedade encara este conceito. Será que é possível explorar este campo de possibilidades em salas com 40 estudantes e ainda assim garantir qualidade de trabalho? As equipes pedagógicas das escolas estão prontas para revisar o conteúdo programático, habilidades e competências, processo avaliativo e discutir novas propostas de produção? São questionamentos que acredito serem pertinentes uma vez que propostas de interatividade,autoria,quebra de linearidade e criação de redes educacionais exigem uma nova postura dos profissionais envolvidos em educação.